sexta-feira, 21 de junho de 2013

A Graça de Deus não nos deixa desistir...


Barbara Leininger não desistiu. Ela e a irmã, Regina, eram filhas de imigrantes alemães que se estabeleceram em Colonial, Pensilvânia, e as duas garotas tinham onze e nove anos quando foram sequestradas. Em um dia de outono, em 1755, as irmãs estavam na cabana, na fazenda, com o irmão e o pai quando dois índios guerreiros abriram a porta a força. Muitos dos nativos na área eram amistosos, mas não esses dois. Barbara e Refina ficaram juntas, encolhidas, enquanto o pai dava um passo à frente. Sua esposa e o outro filho estavam passando o dia no moinho. Estavam em segurança, mas as duas filhas não.
Ele ofereceu comida e tabaco aos índios. Disse às garotas que pegassem um balde d'água, que os homens deviam estar com sede. Enquanto as garotas se apressavam pela porta, ele falava com elas em alemão dizendo que não voltassem até que os índios tivessem ido embora. Elas correram até o riacho mais próximo. Enquanto pegavam água, um tiro ressoou. Esconderam-se no mato e observaram a cabana ser consumida pelas chamas. O pai e o irmão nunca saíram, mas os dois guerreiros sim.
Encontraram as garotas escondidas e as levaram com eles. Outros guerreiros e prisioneiros logo apareceram. Barbara percebeu que ela e Regina eram apenas duas das muitas crianças que sobreviveram a um massacre. Os dias se transformaram em semanas, enquanto os índios levavam os prisioneiros para o Oeste, Barbara fazia o máximo para ficar perto de Regina para encorajá-la. Ela lembrava Regina da canção que a mãe ensinara:
sozinho, mas não só
Embora na solidão tão sombria
Sinto meu Salvador sempre junto a mim
Ele vem nas horas exaustivas para animar
Estou com ele comigo
Portanto, não posso estar solitário.”
As garotas cantavam uma para a outra, enquanto adormeciam à noite. Desde que estivessem juntas, acreditavam que poderiam sobreviver. Em um determinado ponto, entretanto, os índios se dispersaram, separando as irmãs. Barbara tentou segurar-se em Regina e soltou a mão dela somente sob ameaça de morte.
As duas garotas foram levadas em direções opostas. A jornada de Barbara continuou por varias semanas, cada vez mais floresta adentro. Finalmente, a vila indígena apareceu. Ficou claro que ela e as outras crianças deveriam esquecer os pais. (…)
Três anos depois, Barbara escapou. Ela correu pela floresta por onze dias, chegando, finalmente, em segurança em Fort Pitt. Implorou para que os oficiais enviassem um grupo de resgate para procurar por Regina. Eles explicaram a ela que essa missão seria impossível e conseguiram que ela se reunisse com a mãe e o irmão. Ninguém tinha notícias de Regina.
Barbara pensava na irmã diariamente, mas a sua esperança só se concretizou seis anos depois. Ela havia casado e constituído sua própria família, quando recebeu a noticia de que 206 prisioneiros foram resgatados e levados a Fort Carlisle. Estaria Regina entre eles?
Barbara e a mãe foram até lá para descobrir. A aparência dos resgatados as deixou espantadas. A maioria deles passaram anos isolados nas vilas, separados dos colonizadores. Estavam magros e confusos; e tão pálidos que se confundiam com a neve.
Barbara e a mãe caminharam para cima e para baixo, chamando Regina, buscando rostos e falando alemão. Ninguém olhava ou respondia. A mãe e a filha viram-se em lagrimas e disseram ao coronel que Regina não estava entre os resgatados.
O coronel insistiu para que se certificassem. Ele pediu se não havia sinais de nascença, cicatrizes ou objetos que a identificassem, a mãe só balançou a cabeça negativamente. Regina não estava usando nada que a identificasse. O coronel teve uma ideia: havia alguma memória ou canção de infância?
Os rostos das mulheres se iluminaram. E a canção que cantavam todas as noites? Barbara e a mãe imediatamente viraram-se e começaram a caminhar pelas fileiras cantando: “Sozinho mas não só...” Por longo tempo ninguém respondeu. Os rostos pareciam confortados pela canção, mas ninguém reagia a ela. Então, de repente, Barbara ouviu um choro alto. Uma garota alta, magra, veio correndo da multidão em direção à mãe, abraçou-a e começou a cantar o verso.
Regina não reconhecera a mãe ou a irmã. Esquecera como falar inglês ou alemão. Mas lembrava-se da canção que fora colocada no coração dela quando garotinha.

Deus coloca uma canção nos corações de seus filhos, também. Uma canção de esperança e vida. “Pôs um novo cântico na minha boca” (Salmo 40:3).
(Texto extraído do livro: GRAÇA, Mais do que merecemos. Maior do que imaginamos. Escrito por Max Lucado) Procure adquirir e ler o livro todo é maravilhoso e edificará a sua fé!

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