Quando
aquele cordeirinho nasceu, sua mãe morreu. Pobre órfãozinho! Como
chorava querendo sua mãe! Estava sozinho no mundo. Nenhuma ovelha o
adotaria. Todas tinham seu cordeirinho para alimentar. “Órfão”
ficou sendo o seu nome.
Quando
Órfão tentava conseguir um pouco de leite de alguma ovelha, ela era
bastante má para dar-lhe uma cabeçada, atirando-o longe.
Teria sico
muito duro para o cordeirinho se o homem alto não o tivesse ajudado
e salvado.
Algumas
vezes o homem alto pegava uma ovelha e segurava até que Órfão se
alimentasse. Geralmente, porém o homem alto preparava uma mamadeira
gostosa de leite de vaca. Esta mamadeira com seu bico comprido de
borracha, era a maior alegria de Órfão. Depois aprendeu a beber em
uma tigela. Isto ainda era melhor porque ia mais depressa. No começo
ele dava um ponta pé na tigela. Depois aprendeu a se ajoelhar e
beber com muito gosto, agitando a cauda alegremente.
Logo Órfão
decidiu que enquanto os outros cordeiros fossem pastar e comer capim
com suas mães, ele não iria. “Minha mãe não é como as outras!”
pensava.
“Elas
têm corpos quentes cobertos de lã, e quatro pernas. Minha mãe deve
ser aquela pessoa alta de duas pernas que me traz leite, e eu vou
ficar com ela!”
E assim, o
homem alto tinha sempre um cordeirinho que o seguia e o atrapalhava
quando queria trabalhar.
Algumas
vezes era aborrecido para o homem ter um cordeirinho perto dele e
então o prendia no celeiro. Mas os berros do cordeirinho eram
ouvidos por toda a fazenda e logo ele era solto novamente.
Certo dia
um cordeirinho morreu. Isto deixou uma ovelha sem seu bebê e uma
ração de leite sobrando. O homem alto sabia que ela não aceitaria
Órfão como estava. Ela lhe daria uma cabeçada e se afastaria dele,
se ele tentasse mamar. Sabem porque? Órfão não tinha o mesmo
cheiro de seu próprio cordeirinho.
Só havia
uma coisa a fazer. Tomando o cordeirinho o morto, o homem tirou-lhe
cuidadosamente a pele que parecia uma capa de lã. Então pegou Órfão
e colocou nele a pele do outro. As quatro pernas foram colocadas nos
quatro buracos da pele. Órfão agora ocupava o lugar do outro
cordeirinho que morreu. A “capa” servia-lhe perfeitamente.
Será que
a ovelha o aceitaria como se fosse seu? Quando o cordeirinho sem a
mãe foi levado até a ovelha que tinha perdido seu filho, ela o
observou e cheirou. Era exatamente o cheiro do seu cordeirinho. Então
recebeu-o muito feliz.
No começo,
Órfão não entendeu que tinha sido adotado. Não se sentia muito
diferente de antes, só um pouco mais quente. Mas depois que eles
foram postos juntos dentro de um cercado, Órfão começou a
compreender. Havia alguém que o alimentava e o acariciava, então
começou a ter uma vida mais feliz.
Agora o
pequeno Órfão vai pastar junto de sua mãe, pula de alegria! Agora
pertence a alguém. Foi aceito por causa da morte de um outro
cordeiro!
Esta
história nos faz lembrar que Jesus Cristo, o Cordeiro perfeito de
Deus um dia morreu numa cruz, derramando seu sangue para que
pudéssemos ser aceitos por Deus. Deus nos ama por isso também
oferece uma capa para nos livrar dos nossos pecados. A capa é a
justiça de Seu próprio Filho, nosso Salvador (Isaías 61:10).
Quando aceitamos pela fé essa capa, Deus nos aceita como filhos
(João 1:12)
(APEC - Aliança pró Evangelização de Crianças)
(APEC - Aliança pró Evangelização de Crianças)

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