segunda-feira, 17 de junho de 2013

O CORDEIRINHO ÓRFÃO

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Quando aquele cordeirinho nasceu, sua mãe morreu. Pobre órfãozinho! Como chorava querendo sua mãe! Estava sozinho no mundo. Nenhuma ovelha o adotaria. Todas tinham seu cordeirinho para alimentar. “Órfão” ficou sendo o seu nome.
Quando Órfão tentava conseguir um pouco de leite de alguma ovelha, ela era bastante má para dar-lhe uma cabeçada, atirando-o longe.
Teria sico muito duro para o cordeirinho se o homem alto não o tivesse ajudado e salvado.
Algumas vezes o homem alto pegava uma ovelha e segurava até que Órfão se alimentasse. Geralmente, porém o homem alto preparava uma mamadeira gostosa de leite de vaca. Esta mamadeira com seu bico comprido de borracha, era a maior alegria de Órfão. Depois aprendeu a beber em uma tigela. Isto ainda era melhor porque ia mais depressa. No começo ele dava um ponta pé na tigela. Depois aprendeu a se ajoelhar e beber com muito gosto, agitando a cauda alegremente.
Logo Órfão decidiu que enquanto os outros cordeiros fossem pastar e comer capim com suas mães, ele não iria. “Minha mãe não é como as outras!” pensava.
“Elas têm corpos quentes cobertos de lã, e quatro pernas. Minha mãe deve ser aquela pessoa alta de duas pernas que me traz leite, e eu vou ficar com ela!”
E assim, o homem alto tinha sempre um cordeirinho que o seguia e o atrapalhava quando queria trabalhar.
Algumas vezes era aborrecido para o homem ter um cordeirinho perto dele e então o prendia no celeiro. Mas os berros do cordeirinho eram ouvidos por toda a fazenda e logo ele era solto novamente.
Certo dia um cordeirinho morreu. Isto deixou uma ovelha sem seu bebê e uma ração de leite sobrando. O homem alto sabia que ela não aceitaria Órfão como estava. Ela lhe daria uma cabeçada e se afastaria dele, se ele tentasse mamar. Sabem porque? Órfão não tinha o mesmo cheiro de seu próprio cordeirinho.
Só havia uma coisa a fazer. Tomando o cordeirinho o morto, o homem tirou-lhe cuidadosamente a pele que parecia uma capa de lã. Então pegou Órfão e colocou nele a pele do outro. As quatro pernas foram colocadas nos quatro buracos da pele. Órfão agora ocupava o lugar do outro cordeirinho que morreu. A “capa” servia-lhe perfeitamente.
Será que a ovelha o aceitaria como se fosse seu? Quando o cordeirinho sem a mãe foi levado até a ovelha que tinha perdido seu filho, ela o observou e cheirou. Era exatamente o cheiro do seu cordeirinho. Então recebeu-o muito feliz.
No começo, Órfão não entendeu que tinha sido adotado. Não se sentia muito diferente de antes, só um pouco mais quente. Mas depois que eles foram postos juntos dentro de um cercado, Órfão começou a compreender. Havia alguém que o alimentava e o acariciava, então começou a ter uma vida mais feliz.
Agora o pequeno Órfão vai pastar junto de sua mãe, pula de alegria! Agora pertence a alguém. Foi aceito por causa da morte de um outro cordeiro!

Esta história nos faz lembrar que Jesus Cristo, o Cordeiro perfeito de Deus um dia morreu numa cruz, derramando seu sangue para que pudéssemos ser aceitos por Deus. Deus nos ama por isso também oferece uma capa para nos livrar dos nossos pecados. A capa é a justiça de Seu próprio Filho, nosso Salvador (Isaías 61:10). Quando aceitamos pela fé essa capa, Deus nos aceita como filhos (João 1:12)

(APEC - Aliança pró Evangelização de Crianças)

domingo, 16 de junho de 2013

A GRAÇA DE DEUS

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“À voz do teu clamor ele fará sentir a sua graça; ao ouvi-lo, ele te responderá.” Isaías 30:19 BJ


Heather Sample suspeitou de problemas no momento em que viu o corte na mão do pai. Os dois sentaram-se para fazer um rápido almoço no intervalo dos procedimentos cirúrgicos. Heather olhou para o ferimento e o questionou. Quando Kyle explicou que o machucado acontecera durante uma cirurgia, uma onda de náusea tomou conta dela.
Os dois eram médicos. Ambos sabiam do risco. Ambos entendiam o perigo de tratar pacientes com AIDS no Zimbábue. E agora seus medos se concretizaram.
Kyle Sheets era um veterano com doze anos de viagens em missões médicas. Conheci Kyle quando eu estava na faculdade. Ele casou-se com uma bela garota chamada Bernita e estabeleceu-se em uma cidadezinha do Texas para constituir uma família e tratar dos necessitados. No final das contas, constituíram uma família que trata dos necessitados. Dez filhos no total. Cada um deles envolvido em ações humanitárias. Como fundador e presidente da Physicians Aiding Physicians Abroad, Kyle, durante suas missões, passava muitas semanas por ano trabalhando em hospitais de países em desenvolvimento. Essa viagem ao Zimbábue não era a primeira. A exposição ao vírus da AIDS era.
Heather encorajou seu pai a começar imediatamente o tratamento antirretroviral para evitar a infecção por HIV. Kyle estava relutante. Ele conhecia os efeitos colaterais. Cada um deles era uma ameaça à vida. Mesmo assim, Heather insistiu e ele consentiu. Em poucas horas ele estava extremamente doente.
Náusea, febre e fraqueza eram apenas os síntonas iniciais de que algo estava muito errado. Por dez dias Kyle continuou a piorar. Então, surgiram nele erupções cutâneas inconfundíveis da síndrome de Stvens-Johnson, que quase sempre são fatais. Eles mudaram o momento da partida dele quando começaram a imaginar se ele sobreviveria à viagem de 44 horas, que incluía uma parada de doze horas na África do sul e dezenove horas de voo para Atlanta.
Kyle embarcou em um avião transoceânico com febre de quarenta graus. Ele tremia de frio. Nesse momento ele estava tendo dificuldades para respirar, e não conseguia se sentar. Incoerente, olhos amarelados, fígado aumentando e dolorido. Os dois médicos reconheceram os sintomas de insuficiência hepática aguda. Heather sentia todo o peso da vida do pai sobre seus ombros.
Heather explicou a situação aos pilotos e convenceu-os de que a melhor esperança para o pai era fazer o voo para os Estados Unidos o mais rápido possível. Com apenas um estetoscópio e um frasco de epinefrina, ela sentou-se ao lado dele e ficou imaginando como colocaria o corpo dele no corredor para faze uma massagem cardíaca caso o coração dele parasse.
Vários minutos de voo e Kyle adormeceu. Heather moveu-se por sobre ele e chegou ao banheiro a tempo de vomitar a água que acabrara de beber. Ela curvou-se no chão em posição fetal, chorou e orou: “Preciso de ajuda.”
Heather não lembra por quanto tempo orou, mas foi o bastante para que um passageiro preocupado batesse à porta. Ela abriu, e pôde ver quatro homens parados na copa. Um deles perguntou se ela estava bem. Heather assegurou que estava bem e disse a ele que era médica. O rosto dele iluminou-se quando explicou que ele e os amigos também eram médicos. “Assim como os outros 96 passageiros!”, disse ele. Cem médicos do México estavam no voo.
Heather explicou a situação e pediu seu auxílio e orações. Eles deram as duas coisas. Alertaram um colega que era médico especialista em doenças infecciosas. Juntos, eles avaliaram a condição de Kyle e concordaram que não havi mais nada a ser feito.
Ofereceram-se para ficar com ele para que ela pudesse descansar. Heather foi descansar. Quando acordou, Kyle estava em pé e conversando com um dos médicos. Embora sua doença ainda fosse um caso de UTI, ele estava muito mais forte. Heather começou a reconhecer a mão de Deus em ação. Ele os colocara exatamente no avião certo com as pessoas certas. Deus satisfizera as necessidades deles com GRAÇA.
ELE SATISFARÁ TAMBÉM AS SUAS. Talvez a sua jornada seja difícil. Você é a Heather no voo, vendo um ente querido lutar contra uma enfermidade. Ou você é o Dr. Kyle Sheets, sentind a fúria da doença e da morte em seu corpo. Você esta fraco e com medo, mas não esta sozinho. As palavras de “Amazing Grace” são suas. Embora tenham sido escritas por vlta de 1773, elas tazem esperança como o nascer do sol de hoje. “Esta GRAÇA me trouxe seguro até aqui, e a graça me levará para casa.” Você tem o Espirito dele dentro de você. Hostes celestiais acima de você. Jesus Cristo intercede por você. Você tem GRAÇA de Deus o suficiente para sustentá-lo. (…)
Meu amigo Kyle recuperou-se da reação e os testes não detectaram HIV. Ele e Heather voltaram à prática com renovadas convicções da proteção de Deus. Quando perguntei a Kyle sobrea a experiência, ele refletiu que em três ocasiões ele ouvira um comissário da companhia aérea perguntar: “Há um médico a bordo?” Em todas as vezes, Kyle era o único médico a bordo.
“Quando Heather me colocou no avião, fiquei imaginando se haveria alguém a bordo para ajudar-nos.” Deus, ele logo descobriu, responde à sua oração literalmente multiplicada por cem.

(Texto extraído do livro: GRAÇA, Mais do que merecemos. Maior do que imaginamos. Escrito por Max Lucado) Procure adquirir e ler o livro todo é maravilhoso e edificará a sua fé!